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REVISTA ARTILHARIA PULMONAR - Edição II (POST 73)

Category: , By Marcel

EDITORIAL
Parece que a tal gripe A vai mesmo pegar todo mundo, ou pelo menos boa parte da população. E mesmo com várias intituções adiando sua volta nesse meio de ano preguiçoso, o número de pessoas que circulam com o vírus é enorme. É possível ver o medo camuflado no rosto das pessoas. Algumas vestem máscaras e outras zombam das máscaras. O número de mortes aumenta, as piadas vão acabando por ficar sem graça no fim das contas. E os dias continuam passando apertados.

INFORME, JORNAL
Felipe Massa tem o capacete atingido por uma mola de metal á mais de trezentos quilometros por hora e sobrevive.
O piloto brasileiro será substituído por Michael Schumacher provavelmente até o fim da temporada enquanto se recupera do acidente no hospital Albert Einstein. Felipe mostrou estar em excelente estado em entrevista á equipe Ferrari.
OUÇA
Dawn Mitschele é cantora e compositora trazida pela nova geração de talentosos músicos do sul da Califórnia, palco de bons novos frutos para cena de música acústica. Sua carreira, apesar de recente, apresenta fortes indícios de sucesso certo. A combinação da nova guarda da música folk (modern folk) combinada a uma voz fantástica e melodias singelas fazem de Dawn uma grande promessa do gênero.

"Um album incrível! Performances de tirar o fôlego. Produção luxuosa. Obrigado, meus ouvidos estão felizes." - Jason Mraz sobre IN THE MOONLIGHT
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=92516410
POESIA
Pazes
Marcel Scognamiglio



Irmãos, queijo, bumbo, bondade
Larica, estrela do mar, margarida, amizade
Criar, fotografia, entrar pela varanda, desenhar
Música clássica, coragem, Camões, espreguiçar

Dido, uvas passa, sentir o groove, orgasmos,
Teatro, ser você, noite paulista, espasmos.
Salsa, beijar, violão, vento da manhã,
Canto matinal, aveia com banana, estalar as costas, morder maçã.

Trocar olhares, beijar no escuro, ganhar, perder de vista,
Pinup girls, cantar, Colbie, fazer uma lista
Lembrar da letra, beijar no pôr-do-sol, Anna Karina, meditar
papai-mamae, caráter, Machado de Assis, acreditar.

Chaplin, palavrões, Lenine, camélias, sorrir,
Kubrick, amar, possuir, sentir calafrios, rir
Reclamar cãibras, viajar, sentir cheiro de novo, lealdade
Cheiro de plástico, cheiro de banho, sentir seios, dizer a verdade.

Espartilhos, não dormir, acordar, cochilar, espiar,
Tocar, abraço, lavanda, tirar folga, cochichar,
Aquecer corpo frio na cama, ser abraçado, pintar, beber água da cachoeira,
Cazuza, imaginar, Stephen King, sonhar com besteira.

Rede na sacada, pimenta, chuva, melancia, escrever,
Escrever, shiatsu, sorrir, caminhar, respirar, merecer,
Escorregar, escalar, cheiro de erva doce, gosto de mostarda,
Ioga, flutuar sem rumo, cheiro de mar, improvisar, rosto com sarda.

Aprender sinônimo, sorrir até doer a face, solos de guitarra, cansar
Carinho canino, torcer, timbres perdidos, gozar.
Ser inconseqüente, Barbara Di Napoli, Rock n Roll, café na cama
Dó maior, Picasso, Shakespeare, andar de pijama.


Ler, dançar, compartilhar, vivacidade,
Final, janelas, noite enevoada, honestidade
Dar-se conta, expressar-se, dormir de conchinha, morder,
Dizer amor, prazer em conhecer, mulheres, prazer.
***
 

Post Seventy - Os Filmes do Feriado

Category: By Marcel



O Escafândro e a Borboleta (2007)


Logo vem o espanto e a questão: Como pode um filme ganhar tantos prêmios e eu nunca ter ouvido falar?

O filme de Julian Schnabel, a história do editor da revista Elle (sim, trata-se de uma história real) Jean-Dominique Bauby trata a emoção com originalidade e realidade.

O poderoso editor de uma das revistas mais influentes, culturalmente no mundo que vivia na França, sofre um derrame por AVC em um passeio com seu filho do primeiro casamento. O derrame o deixa semanas em coma até que Jean acorda e se vê paciente de um hospital. Imóvel e incapaz de falar, síndrome locked in, ele estabelece a comunicação através dos olhos para com as demais pessoas.

O filme aborda de forma original a visão do paciente com a Locked in. Só isso, já é o bastante para boa parte de seus prêmios. A outra metade de prêmios se justifica no decorrer da obra.


Um Estranho no Ninho (1975)

Um filme obrigatório.

McMurphy (Jack Nicholson) é enviado para um sanatório depois de passar um tempo na prisão. Logo se revela que ele tentava se livrar do trabalho e de suas responsabilidades se internando em instituições públicas diversas. No sanatório vive uma realidade triste e dura, além de ter que encarar a enfermeira Mildred Ratched (Louise Fletcher), que dificulta as coisas para ele.

Faço as de muitos críticos minhas palavras. Antes mesmo da flor vendida pela globalização tomar de vez os estúdios, revelou-se nesse longa uma grande obra que somava novos talentos do cinema e outra atuação memorável de Jack Nicholson e Louise Fletcher. O filme de Milos Forman tem cenas longas, logo, poucos cortes, tem falas marcantes e reias além de outros detalhes que se contrastam fortemente com os filmes lançados na mesma época fazendo dele merecedor de tantos premios e elogios.


 

Post Sixty Seven - Cinema Brasileiro

Category: By Marcel



Ah, Brasil!

É inevitável não enxergar a melhoria ascendente do cinema brasileiro. Não me refiro só a características técnicas, como iluminação, arte, fotografia, trilha sonoras... Falo de experiência.
Pode-se dizer que de uma forma geral, nosso cinema cada vez menos deixando a desejar aos roteiros, atores e diretores do Grandes Estúdios, e o principal, de uma forma totalmente originada aqui, pioneirismo canarinho.
E como toda criança que cresce, devemos ama-la sem muitas expectativas e apoia-la acima de tudo... funcionalista demais? Talvez, amo essa cultura(s) e não nego a imparcialidade.

Pensei por dias como faria as resenhas aqui no blog. Com notas? Com opiniões? Sem Spoilers?
Quem sou eu para pensar em notas de obras de arte? Sou um germenzinho do jornalismo cultural, privo-me a opinião sincera das palavras que brotam após ver cada um, e só.

Preparando o terreno para o leitor, separei, vi, revi e analisei quatro obras nacionais recentes.
Quase todas sucessos de bilheteria; São eles: Romance de Tonico Pereira, Batismo de Sangue Helvécio Ratton, Última Parada 174 de Bruno Barreto e Meu nome não é Johny de Mauro Lima.

Por cordialidade, vamos fazer as devidas menções á genios que participaram de forma fabulosa nas obras. Guel Arraes com o roteiro de Romance, tornou tudo possível e Guilherme Fiuza no livro respectivo ao filme Meu nome não é Johny.

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Meu Nome Não É Johnny é um filme brasileiro de 2008, do gênero drama, dirigido por Mauro Lima, contando a história verídica de João Guilherme Estrella um traficante da Zona Norte do Rio. Foi baseado em um livro homônimo de Guilherme Fiuza.
Resenha
O filme é uma grande conjunto de viagens vicerais, profundas.
Somos tragados a uma viagem profunda e atormentadora ao seio familiar da classe média-alta brasileira. Ausência dos pais na infância dos filhos, a falta de orientação, o descaso e a facilidade quanto ao consumo de drogas entre os adolecentes. Seguimos então para um julgamento sobre a vida do cidadão em condições favoráveis, financeiramente falando que entra para o tráfico de drogas. De forma que, João Estrella torna-se um dos maiores traficantes da cidade do Rio de Janeiro em pouco tempo, graças a sua aptidão para os negócios e seu ciclo de amizades fluentes. Só por isso, o filme ja valeria para um bom tempo de reflexão por mexer com feridas tão expostas no sistema, mas seguindo essa linha, ainda vemos penitenciárias superlotadas, manicomios em estados que causam vergonha alheia, o julgamento ao cidadão perdido no sistema, o humor descarado, o humor negro ao longo do filme e de quebra Cléo Pires em ótima forma, tanto como atriz, quanto mulher.

Selton Mello, em certas partes do filme parece se entregar como "usuário" na vida real, de tão bem que representa as cenas em que está 'alterado' por efeito de algum entorpecente, uma atuação fantástica e concreta, mais uma para sua pratileira de boas atuações, que não são poucas.
Por fim, Meu Nome Não é Johny é uma ótima pedida para um público questionador e maduro.

***

Batismo de Sangue é um filme brasileiro realizado em 2006 e lançado em 2007, dirigido pelo cineasta Helvécio Ratton. O filme é baseado no livro homônimo de Frei Betto que foi lançado originalmente no ano de 1983, e vencedor do prêmio Jabuti.

Resenha

Assumo que por diversas vezes meu repúdio por violência excessiva me fez querer parar de ver o filme. Não por cenas aterrorizantes, por excesso de sangue ou cenas de espanto. O filme não é apelativo, é apenas real, real demais. Real e doloroso na mesma medida.

A vida em obra de Frei Tito de Alencar é retratada de forma crua, límpida e revoltante no filme de Helvécio Ratton. O filme nos caracteriza dos tipos de cidadão, de um lado o brasileiro que se importava com a bandeira e com ideais de liberdade e de outro o povo, a massa, que prevalece hoje, injetado com ideais passageiros como futebol e qualquer outro tipo de alienação. Uma crítica perfeitamente atual e quase inconsciente do modo de viver do brasileiro que da graças a Deus pelo simples fato de viver em paz. No entanto, essa paz falsa e debilitada trazida pelo afago comercial da globalização faz com que heróis sejam esquecidos e ofendidos. Tais como Frei Tito e seus companheiros dominicanos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dominicanos), estes que deram a vida para que o povo continuasse sorrindo.

Uma atuação brilhante de Caio Blat deve ser mencionada. No início do longa, ele interpreta um sotaque nordestino até ao ler a biblia! Alem disso, temos cenas fortes que as ressalvas e as palmas se tornam poucas para o talento do drama, muito bem representado.

***




Romance é um filme brasileiro, em parte filmado em Cabaceiras na Paraíba, que teve sua estréia no Festival do Rio 2008 depois de diversos adiamentos nos cinemas. Produzido por Paula Lavigne e dirigido por Guel Arraes, que assina o roteiro juntamente com Jorge Furtado, tem a direção musical de Caetano Veloso.
Resenha
Uma lista de nomes que impressiona. Mas o filme ainda consegue realizar proezas maiores.
Pedro (Wagner Moura) é um ator que idealiza o amor e o romance, como arte tal como a literária, durante um de seus testes realizados para encontrar uma atriz para contracenar a peça Tristão e Isolda (primeira história com traços romanticos registrada) ele encontra Ana (Letícia Sabatella), uma atriz excepcional (fala do personagem de José Wilker) com quem começa um namoro com ideais do romance perfeito. Mas quando esse romance se choca com a realidade dos problemas e ambições de cada um, a história muda. O filme é assim, cheio de reflexões sobre o espíritos e as essências do amor ideal, puro e belo e o seu contraste com o mundo atual, com o sofrimento dos amantes.

O núcleo principal de atores, os cinco: Andréa Beltrão, Vladimir Brichta (Palmas extras para ele, interpretou 3 papéis no filme, em que todos se intercalavam, papéis dentro de papéis, personagem sobre personagem), Wagner Moura (Brilhante e confuso o bastante), Letícia Sabatella e José Wilker, apresentam seus personagens de forma retumbante e características, como disse no início da resenha, só de nomes o filme ja tornaria-se uma grande pedida. Tivemos também a participação de Marco Nanini, um de meus atores favoritos.
Sem mais.

***



Última Parada 174 é um filme brasileiro de 2008 dirigido por Bruno Barreto, escrito por Bráulio Mantovani, produzido pela Moonshot Pictures e estrelado por Michel Gomes e Marcello Melo Jr. O filme conta a história verídica de Sandro Barbosa do Nascimento, menino de rua do Rio de Janeiro que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus. No dia 16 de setembro de 2008 o filme foi escolhido pelo Ministério da Cultura como representante do Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro na cerimônia de 2009.[1]
Resenha
Ironico, real e revelador.
Note que um personagem aqui pode facilmente ser construído e destruído pela mídia. Quem não se lembra de Sandro? O louco, vagabundo cheirado que assassinou a pobre professora no sequestro no Rio? O filme de Bruno Barreto foi as entranhas desta história para nos trazer um resultado, um sumo do que o Brasil e o sistema capitalista geram de desigualdade, da falta de educação, da falta de rotina, moradia e orientação dos meninos de rua. Meninos da Candelária, assassinados. Sandro sobreviveu a Candelária, mas não ao sequestro desesperado e despreparado do 174 CENTRAL. O filme é forte, marca do cinema atual brasileiro, mas é exclarecedor o bastante para merecer ser visto e revisto por todos nós.

Sem mais.


Obrigado
 

Post Sixty Five - Dissecando a Cultura

Category: By Marcel
Começo explicando o propósito do post, este, que é um marco na história do Artilharia Pulmonar.

O Artilharia Cultural já existia, pois bem, hoje, inauguro seu verdadeiro propósito, a abertura e acesso de algumas das obras de arte que mais me cativaram.

Cultura e Preconceito

É de costume ver algumas pessoas mistificarem o termo “cultura”, tanto quanto, “arte” e “clássico” como inatingíveis. Tudo bem que é necessária precaução para classificar cultura, no entanto, no Brasil, existe certo exagero com essa preocupação.

Uma pesquisa realizada em Belo Horizonte perguntou aos entrevistados: Um filme de Spielberg é cultura? – O resultado foi uma maioria esmagadora respondendo não. Oras, um diretor que tem em sua bagagem filmes como ET e outros títulos que marcaram épocas e modificarem comportamentos não pode ser considerado cultura? Existe um preconceito, e o brasileiro deve entender que a cultura, até mesmo a erudita é algo alcançável e consumível por todos.

Estimular a leitura, e o consumo de cultura entre os cidadãos torna de fato, a cidade um lugar melhor, mais justo, mais feliz...

Essa é minha dívida. Vamos compartilhar cultura!


Ouça!

No primeiro post, alguns compositores e interpretes que merecem espaço no sua lista de reprodução.

As Confissões de Dallas

Dallas Green é um dos músicos mais conhecidos do Canadá. Integrante da banda Alexisonfire, Dallas reuniu composições um tanto distintas de sua banda de origem que escreveu durante as turnês pelo mundo a fora e eis seu projeto paralelo. O City and Colour! O trabalho novo do guitarrista e compositor é algo fascinantemente novo para nossos ouvidos. Há quem diga que existam fortes ligações com o Folk, outros com o Rock em forma acústica, mas todos esses rótulos possíveis e imagináveis são apenas rótulos, e só. Ouça.


Os Sussurros de Robert Smith


Robert Smith é um inglês que revolucionou o Rock no pós-punk com suas letras marcantes e melancólicas , sua banda, o The Cure conquistou um espaço precioso nos 80’s de um tamanho tão retumbante que ecoa até os dias de hoje, continua moderno e inspirador. Ouça.

 

Post Fifty Seven - Artilharia Cultural - Blink 182

Category: By Marcel

A maior banda de Punk Rock está de volta

O Blink 182 quebra um hiato de quatro anos em anuncio do Grammy Awards.




No dia 22 de fevereiro de 2005 a maior banda americana de punk-rock de todos os tempos, Blink 182 anunciou o “hiato” indefinido, ou seja, uma pausa nas gravações, nos shows e nos projetos da banda.

A banda manteve-se no topo dos sucessos por anos, lançou “hits” clássicos como “First Date”, “Josie” e tantos outros até o álbum derradeiro, em 2005, intitulado simplesmente como Self-Titled, ou seja, com o mesmo nome da banda, trazendo músicas que viriam a estourar por todo o mundo sem deixar o ritmo da banda cair. “Down”, “Always” e “Felling This” são apenas alguns exemplos que os garotos do Blink ainda sabiam fazer a cabeça do mundo.

Apesar de todo sucesso, algo dentro da banda, entre seus integrantes, não ia bem. Tom Delonge chegou a dizer aos tablóides anos depois que já não suportava mais viajar e conversar com Mark e Travis, nesse fato, as opiniões e as falas se contradizem entre ele Mark e Travis, no entanto, no fato de que Tom Delonge partiu, separando o Blink 182 em dois, cancelando um show sem um aviso formal aos seus companheiros de banda, isso sim é fato.

Tom voltou para casa. Acompanhou a infância de sua filha Ava e formou o Angels and Airwaves meses depois. Mark Hoppus e Travis Barker anunciaram um projeto na MTV.

Mark o intitulou de “um projeto que... começou no porão de Travis”. Logo surgiu o +44 com Mark Hoppus, Carol Heller, Travis Barker, Craig Fairbaugh e Shane Gallagher. O Angels and Airwaves era formado por Tom Delonge, David Kennedy, Adam "Atom" Willard (Ex-Offspring) e Ryan Sinn (Ex-The Distillers).

Os fãs, já quase sem esperança com a possível quebra de “hiato” da banda entregaram-se, de cabeça na onda dos downloads das duas bandas. Grande parte dos fãs de Blink 182, ao menos no começo das duas bandas, ouvia AVA (Angels and Airwaves) e +44, já que as bandas seguiam vertentes diferentes de rock e por isso não se conflitaram diretamente.

Em setembro de 2005, Tom Delonge anuncia “A grande Revolução do Rock and Roll”, que um tempo depois, em discurso mais sóbrio, para seu próprio documentário, assumira que fora um exagero. O AVA sem dúvida impressionou os fãs, mas nada perto de um fenômeno, e em pouco menos de um ano caiu bastante na escala de vendas.

O Plus Fourty Four, banda personificada por Mark e Travis seguiu a linha do Blink 182 até mesmo na divulgação descompromissada. É claro, todos queriam saber sobre o +44, mas não houve promessas da parte dos integrantes a não ser a mesma de fazer boa música, e o +44 não decepcionou.

O ano de 2005 terminou com o depoimento de Tom DeLonge dizendo que após o término da banda nunca mais falou com seus antigos companheiros de banda.

Os caminhos seguiram e os rumos foram assumidos. Tom sentiu que havia mordido a língua com os grandes discursos sobre o sonho de revolucionar o mundo do rock. Travis e Mark não saiam da vala comum de sucesso com o Plus 44 e suas músicas, de certa forma, ultrapassadas. Logo, Travis seguiu seus projetos paralelos com diversos rappers e Mark preocupava-se mais em produzir suas crias. Mark Hoppus já era produtor musical de bandas importantes á essa altura.

Em 2007, mais de dois anos após o fim do Blink 182 tudo parecia conspiraram contra a volta da banda. Aos poucos as duas bandas se encaixaram ao mundo real, o AVA lançou o I-Empire e conquistou definitivamente os fãs do rock light ou psicodélico e o Plus 44 voltaria aos estúdios para um segundo CD com uma mistura de Punk-Rock e musica eletrônica. No entanto, o fato definitivo estava por vir. Em 22 de setembro de 2008 um avião particular levando Travis Barker e DJ AM cai no sul da Califórnia matando quatro tripulantes e ferindo outros dois. Travis Barker esta entre os vivos.

Na mesma semana, Tom Delonge se pronunciou sobre o acidente “Nada mais importa quando alguém se machuca” afirmando que o que passou entre ele e Travis era fato do passado.


Como de praxe, surgiram rumores sobre encontros secretos da banda. Parte originada a ânsia dos fãs por uma possível volta, parte de origem dos tablóides para o uso de certo sensacionalismo. Mas, finalmente, no domingo a noite da premiação do ultimo Grammy Awards (51ª edição) durante a premiação de melhor álbum de rock, Mark Hoppus gritou:
Blink-182 is back!

Blink-182 já esta em estúdio o que obviamente pausa ou até mesmo finaliza os projetos paralelos dos integrantes. Sorte para os fãs que vêem na volta de Blink-182 um positivismo para todo o mundo que vai se interligar de novo sob o comando dos vocais e letras descaradas de Mark Hoppus, sobre as piadas sujas de Tom, e sobre o silêncio, estilo e habilidade de Travis.

Resta saber como será o Blink-182 agora com três pais de família cantando sobre “sacanagem e besteiról em geral”.

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Marcel Scognamiglio

Aluno do 1º Semestre de Jornalismo da Universidade Nove de Julho – Memorial

RA: 909110606 (A1, Noturno, Sala 407)


[Matéria Exibida no jornal da Universidade]

 

Post Fifty Five - Artilharia Cultural - O Rappa

Category: By Marcel
Artilharia Cultural

Bem vindo ao AP, bom, sentado neste exato momento que escrevo pensei em algo de como incluir fatos e matérias culturais no blog - agora que me sinto mais livre para escrever sobre quase qualquer coisa - e encontrei um bom titulo e como diz meu velho e pessimista conselheiro 'não custa tentar'.

O Artilharia Cultural será apresentado aqui mesmo, da mesma forma que o AP, no entanto sem data definida - a faculdade não me deixa fixar muitos compromissos. Mas fica aqui o convite, hoje, abro com uma matéria que vou escrever em seguida - sim, agora mesmo - sobre O Rappa. Lembrando que o Artilharia Pulmonar não segue os principios criticos caoticos apocalipticos (MUAHUHAUA), eu só falo do que eu gosto, sim, tendenciosamente e integradamente.

Obrigado


O Rappa

Som do Brasileiro


No ano de 1993, durante uma grande confusão de backstage para se formar a banda que acompanharia o Jamaicano Papa Winnie em sua vinda ao Brasil nasceu O Rappa. É claro que não com a mesma cara ou som. A banda, originalmente formada por Nelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5 que deram apoio ao Jamaicano publicaram, após os shows no jornal O Globo um anúncio

de teste para vocalista. Pelo extenso currículo dos integrantes, a lista de interessados fora longa, e o escolhido, Marcelo Falcão.

Ainda no inicio da carreira, nomes como "Cão Careca", "Bate-Macumba" e outros foram apresentados como opções, no entanto, o mais convincente foi O Rappa (Rapa é o movimento da polícia para apreensão de mercadoria de camelôs nas ruas das grandes metrópoles), que reforça o principal propósito da banda que sempre foram os protestos de formas poéticas a vida e a cultura brasileira, quase todas essas letras eram crias do talento de Marcelo Yuka.

No primeiro disco, O Rappa não atingiu objetivo de vender uma boa quantidade de cópias, fato que, segundo fãs, afastaram Nelson Meirelles da banda. Em 1996 o disco Rappa Mundi introduziu O Rappa no cenário musical brasileiro com sucessos como Pescador de Ilusões e A Feira que cativaram um público novo, afinal O Rappa não se intitulava uma "rockband" nem qualquer outra etiqueta musical. Em entrevista ao Jornal Hoje, Marcelo Falcão falou sobre o estilo musical da banda: "No começo era Reggae-rock. A gente tem Reggae e tem Rock, mas não é só isso. Até hoje tem uma coisa que sempre fugiu na vida d'O Rappa é que ninguém consegue rotular a gente, como eles não conseguiam, desistiam. Então, hoje em dia é O Rappa".

Foi com letras fortes e críticas pesadas em forma de belas poesias que O Rappa construiu uma nova camada de fãs que encontraram na banda uma realização de alternativa musical, um som novo.

Em 99 a polêmica no Rock In Rio envolvendo O Rappa custou um prejuízo aos organizadores do show que recusaram o pedido da banda, pois, além de ficarem sem O Rappa, bandas como Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr. protestaram em forma de auto-exclusão.

Em 2001, Marcelo Yuka foi vítima de um acidente urbano. Baleado e em conseqüência, paraplégico, o baterista se afastou da banda dando lugar a Lobato e a banda voltou a tocar. No entanto, mesmo debilitado, o baterista voltou à banda no mesmo ano para o lançamento do novo álbum Instinto Coletivo que foi um show gravado em 2000 com Yuka na bateria e três faixas inéditas.

Seguindo a ordem cronológica, em 2003 sem Marcelo Yuka por definitivo na bateria - ele alegou ter sido expulso da banda por não concordar com o novo rumo e formou F.ur.t.o que teve pouca expressão - lançou O Silencio Que Precede o Esporro que trouxe O Rappa definitivamente para as paradas de sucesso de massa. Estourando de vez em vendas.

Outro projeto significativo d'O Rappa foi o DVD e CD Acústico MTV lançado no ano de 2005, com parceria de grandes nomes da música como Maria Rita em músicas que marcaram suas respectivas épocas retratadas de uma forma diferente.

Atualmente, O Rappa têm se apresentado e curtindo o espaço que lhes foi concedido no cenário musical, este mesmo que, sem dúvidas foi merecido. Sobre isso, disse o baixista Xandão Menezes em certa entrevista: "Agora que está bom vocês estão perguntando se vai acabar?".

A banda se apresenta por todo Brasil durante os anos, num índice de uma grande banda em público, continua mesmo assim, falando do bom e velho trabalhador brasileiro e seus desafios num país tão desorganizado e, muitas vezes precário.