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REVISTA ARTILHARIA PULMONAR EDIÇÃO I (Post 72)

Category: , By Marcel
EDITORIAL
Primeiramente,
Bem vindo ao Artilharia Pulmonar versão 2009!
Como prometido, continuo, desde
16/10/07 lendo comentários e atualizando o blog com alguns conjutos de palavras que eu acredito soar bem para os seu ouvido.
O formato do AP agora é semanal, com edições. Irei fecha-lo com três temas: um texto jornalistico (ou crítico), um texto cultural e um texto poético finalizando a edição, acredito que neste formato o blog ficará mais completo sem deixar de ser simples.








INFORME, JORNAL.
MICHAEL JOSEPH JACKSON E O LEGADO DO POP



Morreu no último dia 25 (JULHO/09) de maneira ainda misteriosa o intitulado Rei do POP, Michael Jackon.
Desconsideremos detalhes que tomam boa parte da mídia neste momento, até porque, não deveria interessar á populaçao o resultado judicial de seu testamento.
Vamos considerar o é notório, o que foi sólido e pode ser aplaudid: Michael Jackson foi a maior das imagens da revoluçao POP dos anos 80, tudo graças ao seu talento incomparavél, tanto na dança, quanto na voz, e aos desconhecem, na produção de muitas de suas próprias canções.

Apesar de toda densa cortina de fumaça que envolveu seu rosto por toda a década de 90, com albuns pouco aceitos, escândalos com denuncias de abuso sexual em Neverland, aparições onde ele demonstrada cada vez mais modificado por operações e cada vez mais frágil, Jackson continuou cuidando de projetos sociais importantes e vivendo quase que como uma celebridade aposentada - talvez possa se desconsiderar ele estar aposentado por algumas aparições públicas pouco comentadas, em algumas músicas no fim dos 90 e começo da década de 2000.
Durante os últimos anos Michael planejava apresentar-se em turnê na Inglaterra e foi durante um ensaio que supostamente, ele sofrera uma parada cardíaca causada por abuso de remédios.

Muito dos novos nomes da música POP, muitas pessoas ao redor do mundo inteiro, amigos, parentes e pessoas comuns que viveram e viram de perto as mudanças criadas pelo Sr. Jackson vão sentir a falta de uma personalidade certamente tão excêntrica quando única. Michael Jackson criou obras que serão apreciadas por infinitas gerações e deverá ser lembrado por isso para sempre.

Michael Joseph Jacksn, ex-integrante dos Jackson 5, vencedor de inúmeros prêmios por sua contribuição para a música e artista com o maior número de CDS vendidos na história nasceu em Gary em 29 de agosto de 1958 — Morreu em Los Angeles em 25 de junho de 2009.

OUÇA!

Em homenagem ao grande gênio que foi Michael Jackson, trago no OUÇA, alguns vídeos que você provavelmente já viu há anos e anos atrás. No entanto, fica aqui a homenagem á quem de uma forma ou de outra modificou a história de cada um de nós.



















POESIA


O SONHO
por Marcel Scognamiglio



Ele era como nós, um sonhador.

O utopista chamava-se Léo, um rapaz que dia morreu esperando um dia benigno.

Léo morreu atropelado na frente de sua modesta casa, em uma rua suja, em no coração de uma nação subdesenvolvida qualquer. Lá Léo fechou seus olhos, e descansou.

Porém, ele acordou.

Léo acordou confuso olhando para um céu tão azul que fizera seus olhos peregrinos lacrimejar onde poderia estar. Jazia de corpo todo num gramado bem-cortado onde tinha suas orelhas mergulhadas dentre as gramas, seu periférico lhe concedeu a visão de um mato verde tão luzido quanto gracioso. Resolveu se levantar e como em um movimento exibicionista seu tronco se pôs de pé sobre as pernas ainda deitadas, lá, logo se sentiu confortável como jamais. Percebeu que alem da grama ali existia algodão, algodoes coloridos de amarelo, experimentou tocarem sua derme quase que como um carinho. Léo estava nu, enfim constara, e isso não parecia importante agora, ele sentia-se singelo enquanto seus calcanhares tocavam o chão abaixo da grama, um chão terroso.

Sua boca sentia um leve sabor de doçura e suas narinas percebiam algo como lavanda soprar pelos ares, ele fez questão de, com encanto no rosto jovem, encher seu pulmão daquele ar tão limpo que lhe fez desejar poder agradecer. Sentiu que podia correr centenas de quilômetros sob aquele ar, com tal sabor, com seu corpo tão tranqüilo e acarinhado.

Seria aqui onde o vento torna-se brisa e o céu torna-se marco? Pensou.

Léo se levantou por completo para sentir-se vivo, ao passo em que uma joaninha em um vermelho total voara quando ele moveu o mato ao se levantar. Obedeceu a seus instintos e sem tardança já caminhava pelo pasto vasto e magnificente.

Viu muito do que pretendeu ver por toda sua antiga vida, sentia-se belo e satisfeito, cada vez mais, mesmo que lhe surgissem ares de irrealizável ser. Mas impossível não era a palavra que lhe tomava os pensamentos quando avistou cachoeiras que o fizeram pensar no bem, e o fizeram sorrir como um menino; quando seguiu animais que pareciam divertir-se com sua presença; quando sentou sobre campos que o fizeram chorar de emoção; quando seus sentidos todos foram tocados e acariciados. Até que correu uma lágrima brilhante, como um diamante límpido por seu rosto, aquela lagrima corria por que Léo sentia-se parte do paraíso, mesmo que fosse por um segundo. Ele conheceu corredeiras, flores e agrados que o enfeitiçaram como um homem honrado por finalmente viver.

Léo parecia livre da mente humana de sempre. Ele, agora se encontrava em um andar muito mais alto onde não se tenta julgar com valores tão abissais como aqueles de antes, agora, já não se questionava sobre coisas tolas vindas da mente mundana, ele julgava agora cada segundo de vida como um aprendiz eternamente agradecido por estar ali, respirando.

Ele piscou no passo em que aquele perfume mágico invadia seu corpo todo, ao piscar, viu tudo se afastar pela ultima vez; os infernos, os véus, as almas, os bocejos, as comidas ruins, os cabelos no ralo, os medalhões de boa ventura, as sirenes, os sons bruços, os gritos, as maldiçoes, a fumaça dos fumos, as privações, as assinaturas, os odores, os castelos, os calabouços, as lentes, as palavras... E, o sonhador caminhou até um terreno novo, um prelúdio a um bosque, onde as novas árvores apresentadas causaram uma brisa fria, digna de calafrios.

Calafrios, três suspiros ordinários até a vir sair de trás da relva á esquerda.






Era ela, linda em plenitude, nua e perfeita.


Sua pele era como uma castanha deliciosamente descascada, tonificada de branco-bege e tons dourados, como se pudesse refletir e reluzir os raios quentes do sol matinal, seus quadris, graves e ousados, eram curvas nocivas, magníficos caminhos a se percorrer. Suas costas encetavam dos quadris em uma linha curvada e esperta a qual demonstrava com lamúria suas formas crescentes até os ombros onde seus modos se tornavam hastes vertiginosas e seus braços em agradáveis símbolos de verve, paixão. Seus cabelos longos, sobre os seios, pretos e agressivamente encaracolados, como grandes espirais negras e misteriosas, desciam por seus ombros e fronte, onde as franjas dançavam todas para a mesma esquerda semelhante a um grupo de balé. Seus seios, detrás dos cachos negros se opunham como duas esferas perfeitas e joviais que pouco mais balançavam na corrida que o necessário. Seu ventre tinha marcas de uma musculosidade rasa, onde reinava sua cicatriz umbilical singela e sem-par no centro daquele mundo. Suas pernas, coxas e canelas eram divinamente contornadas, coxas acima tocavam a virilha em espessura crescente de modo deleitoso e descomunal. Seus pés beliscavam, ou talvez fossem beliscados pelas ervas daninhas como pés de uma criança fazendo seu corpo de mulher brincar de partir corações para sempre.


É em demasia pobre dizer que ela sorria. Ela não sorria, seu rosto cantava sem som, cantava uma canção de afeto, de coisa-boa, de alegria em ver, talvez em ver Léo. Seus olhos eram caprichosamente puxados e coloridos em verde-castanho como se pretendessem se camuflar dentre duas cores tão naturais, seus cílios, longos, pareciam curvarem-se ao céu, suas sobrancelhas caminhavam juntas em feição uniforme e fina para lados opostos e seu nariz era levemente quadrado em um corpo todo idêntico, a sua boca era tanto vermelha, quanto deliciosa, como um caqui-maduro, era bem-posta como não se pode dizer, tal como seus lábios eram bem-feitos e dignos séculos de apreciação.


Seu rosto inteiro sorria e desafiava tais tabus e crenças do mundo, onde tudo era irrepreensível, ileso e imponente.


Ela vinha daquela relva à esquerda como se viesse de outro lugar, e caminhava até ele com um riso quase-satisfeito no rosto.


O primeiro contato foi um abraço vivaz trazido por ela, enquanto os olhos dele mostravam o espanto. Seus seios tocaram-no o corpo e suas mãos afagaram-no os cabelos da nuca, tudo com uma propriedade de amante que o fez sentir-se bem, como que se pudesse e devesse protegê-la e dividir-se. Era Ayme seu nome, ela disse enquanto seu sorriso ficara incompreensivelmente mais atraente e sua ainda mais agradável.


Léo já havia visto mulheres belas tais como, mas jamais sentira em alguma tanta bondade e magia. Léo sentira certo perigo na atração pelas outras, mas Ayme demonstrava-lhe alvura, bem-querer, e era só.




Aquele abraço durou segundos humanos, e milésimos de um segundo para Léo. Porém, o tempo não existia cá, eram somente os dois, Ayme explicara, seriam os dois para sempre a zelar aquele jardim generoso e para sempre ser zelados pelo jardim, enfim.


Um grande pássaro azul voou de uma árvore a outra na entrada para certo bosque enquanto os olhos de Ayme e Léo marchavam juntos. Era como se estes momentos suprissem aqueles quais eles não viveram antes, e trouxessem o agora de forma que fosse o sempre. Pareciam ter sido inventados e aprendido juntos tudo que havia de bom para se saber.


Léo já não se lembrava mais do passado, teria vivido sentimentos tão ínfimos, tão pobres que aos olhos do agora pareciam esquecidos com razão. Todas as crenças, os motivos, os chamados amores e algo mais eram apenas tralhas a guardar no porão.


Léo não se importaria de sonhar para sempre, como nos é de costume sonhar.



****

 

Post Sixty Three - Três Viagens

Category: , By Marcel




Parábolas ou reflexões? Cabe a cada um distinguir verdade de mistério.
Apertem os seus devidos cintos e bon voyage.



Estação.

Muito superior que isso é quem realmente se entrega. Se existe um ser superior é este. Aquele quem não se deixa levar, não se deixa ser.

A chama de criança teimosa, a que não cessa de questionar porque, juntamente com aquele senhor de bom senso que julga o que é bom e o que é ruim para cada um. O jovem que toma a atitude.

Todos estão ai, dentro de ti.
Vai esperar as estações chegarem para te dizer o que deve ser? Ou entenderá que estações, tempos e trens são apenas verdades passageiras?

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(12 de maio de 2009)



Oriente (-se).

Acorde tudo!

Quem você pensa que é para deixar todos esperando seus desejos de mulher?

A vida está tão gorda, não emagrecerá, irá comer muito ainda, nunca é o bastante.

Precisa sempre comer mais e mais para chegar a algum lugar que gostaria de chegar... Mas na hora descobre que não é o suficiente, então pede por mais, mas a vida já esta obesa, cheia de problemas e vocês pedem mais, vocês não entendem?

Tudo tem um limite, até o planeta. Fomos tão ignorantes a ponto de esquecer que existe um ser maior e mais antigo que nós...

A natureza, sim, por que tudo nela vive em harmonia, exceto os seres inteligentes, os humanos.

Precisamos aprender a viver.

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(20 de abril de 2009)






Vida, espaço.

( o seguinte trecho foi gravado originalmente em modo de voz e depois transcrito para o modo letra )

Marcel: Louco é o nosso nome que viaja sobre todas as coisas que navegam no oceano chamado sociedade. Sim, a sociedade que nos consome e ao mesmo tempo nos torna vitorioso, um campeão sem medalha, sem honra que aprende a aceitar todas as leis sendo boas ou cruéis, custando ferro ou sangue, o homem.

Torna-se escravo de tudo isso pelo simples fato de não considerar bom. As pessoas vêem os mendigos como abandonados, mas aqueles são mitos por estarem vivos a mercê, ou seja, a margem de um sistema tão brutal.

Cada um de nos é um vitorioso no fim das contas por simplesmente estar vivo! Mas temos que lembrar que a vida é muito mais do que problemas de dinheiro!

Caralho, a vida é uma viagem boa, uma viagem daquelas que você fotografa e chora quando vê as fotos tempos depois!

Aproveite a vida, atinja seus objetivos e respeite os seus adversários de jogo, sim, pois todos querem ser feliz! (...)

___

(17 de abril de 2009)

 

Post Fifty One - Ônibus, Caos e Sorriso

Category: By Marcel



"Somos todas pequenas partículas de energia
.”
Eu virei físico? Não, quem me dera ter a dedicação necessária.

Na última terça feira, me deparei com uma cena formidável, simples e bela.
Ônibus lotado, 07h30min da manhã, tudo normal até ai... Não? Um motorista estressado, deixando velinhas na "saudade" pelos postos espalhados pela zona norte.

Tudo convencional e pacífico, mais um dia de trabalho para toda aquela gente.
Eu, localizado de pé, próximo a primeira porta depois da catraca observei então uma mulher, com uma fisionomia diferente daquela, "estou estressado, estou cansado, o cachorro do vizinho latiu a noite toda, eu moro em São Paulo, que droga!"
A mulher em questão caminhou com um sorriso no rosto de alegria, de bem-viver, de bem-estar... Ela foi até um banco e se sentou - o ônibus tinha esvaziado bastante no último ponto. E lá permaneceu até o fim do trajeto do ônibus.

Aqui entra a unicidade da cena.


Como de praxe, todos sentar-se-iam, tentariam dormir, ficariam silenciosos e de cara fechada... "Oh! A “merda” da minha vida não é uma droga? Eu não tenho por que me acabar de sentir raiva do mundo? Diga-me? Meu chefe, meu marido, meu vizinho, minhas costas, minhas contas, meu salário atrasado, meu relógio quebrado, minha calcinha “tochada”, meu carro fodido..."

Não!

- Quer que eu segure a sua bolsa? – Com um sorriso lindo, jovial, sem carências e preconceitos ela expressou enquanto disse para uma velha com cara de mau-dia, logo a sua frente, de pé.

Ela quebrou o gelo, as barreiras com uma simples atitude de solidariedade.
Mas que isso! A mulher fez a outra mulher, eu e talvez muito mais gente ali, sorrir simplesmente! Isso sim é algo que deve ser levado em conta num mundo destes.

Pouco depois, quase todos os sentados carregavam mochilas dos que estavam de pé. Durante os quarenta ou cinqüenta minutos de viagem eu ouvi pessoas se conhecendo dentro do ônibus – o que com certeza não aconteceria se fosse uma viagem “normal”. Pequenas partículas compartilhando a mesma bondade.
A bondade de um sorriso.

Terça-Feira, 17 de fevereiro de dois mil e nove.

_____

Apelidei a mulher horas depois, quando voltei a refletir sobre a cena, de Iluminada.
O fato era que o dia estava cinzento para as pessoas, que, de certa forma, ficam presas nesse estado por dias, semanas e às vezes anos inteiros ou "restos de vida".
É triste, mas ai que entra esse tal caractere iluminado na história.
Ela abala a vida comum, traz algo que não cabe a nós explicar. Talvez até, lembramos de quando pudemos fazer outras pessoas sorrir, de felicidade e o quão bem nos sentem na hora.

Na pequena parábola do ônibus, fato que me fez refletir sobre os agentes tanto do caos quanto o da ordem, é que, nossa sociedade depende de um sorriso para ser salva, pois muitas vezes é o que basta para que as pessoas lembrem que por mais cinza que estejam seus dias, ela ainda está viva e livre.

Para finalizar, procure algo sobre AGENTE DO CAOS. Vale a pena.

Um abraço.
 

Post Thirty Eight - Parábolas

Category: By Marcel
Estreiando a nova categoria do blog. Parábolas.


Parábola, originária do grego parabole, significa narrativa curta ou apólogo, muitas vezes erroneamente definida
também como
fábula. Sua característica é ser protagonizada
por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto
implicita
como explícita. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para
ilustrar lições de
ética por vias simbólicas ou indiretas.








O Esquecido

Fábula do dia 13 de outubro; sem mais comentários.

Era uma vez um ser, um ser humano, um garoto, ele chorava.
O garoto, sujo, se escondia ou será que esqueceram-no?
Esqueceram num poço escuro, ou em no fim de uma longa estrada incerta?
O garoto chorava.
Todas as noites, antes de se revirar em seus pensamentos, ele enxergava sua grande mentira.
O que ele gostava de chamar de vida.
Pura fantasia, puro sensacionalismo!
Pois quando ele se deitava, e estava com a cabeça fria o suficiente para pensar na vida.

Ele chorava.
Chorava quando estava sóbrio, fora de ilusões, de alucionações.
O garoto enxergava através de tudo, e via o quanto era miserável sua existência.
Ninguém nunca te ensinou a viver, o carinho vinha pelo correio, mas não importava.
E ele se trancava, em seu proprio coração sujo.
De dia o maior dos maiores, a noite, em sua cama, o pior dos animais sentiria dó dele.
A verdade era o pior dos pesadelos, a verdade está sempre contigo.
O garoto está esquecido, no fundo de um poço, no fim de uma longa estrada incerta,
num país chamado mentira, onde ele é o único que vive, e lá ele vai estar até o ultimo dia.
Para sempre na escuridão.

Prefere se trancar na escuridão, ao invés de sofrer a verdade da dor.
_______










Reino da Verdade

Fábula criada e publicada no dia 9 de outubro, para Rayssa.


Era uma vez, um garoto que vivia em um mundo chamado mentira. Seu nome era “Eu”. Eu” era príncipe do tal mundo e lá vivia cercado de um monte de coisas que não eram verdadeiras, nem castelo ele tinha.
Era tudo invenção de alguém que contou para ele. Uma vida sem sentido, triste, mas cômoda.

No entanto, em um dia qualquer, ele resolveu sair para cavalgar com seu cavalo de pau, que todos diziam ser o cavalo real, e encontrou uma estrada que o intrigou. Minutos depois de pensar bem, ele resolveu segui-la...

Chegando lá, do outro lado da estrada misteriosa, “Eu” encontrou um outro mundo, mas não era um mundo novo para o príncipe. Aquele mundo era a vida real, com verdades, dura e seca às vezes, mas verdades. Verdades que se podia tocar e ver através. Foi lá que ele tinha nascido e crescido.

Na primeira reação, o príncipe hesitou, quis voltar ao conforto ou conformismo de seu antigo reino com fábulas e histórias heróicas que ele sequer tinha vivido. No entanto, antes que hesitasse a princesa do mundo real o trouxe de volta, com um beijo.

O beijo selou um pacto, e o príncipe teve de entregar o coração em troca.


Tudo era novo por enquanto. Era difícil de confiar, mas ele sabe lá... Bem lá no fundo, que pode confiar na princesa e todas as suas palavras. Mesmo que a princesa tenha 15 anos, ela era crescida o suficiente para amar, e tem um coração MUITO MAIOR do que todo aquele mundo falso e vertiginoso que ele estava preso.

Obrigado, meu amor. [09/10/2008]









Garoto e a Fonte da Vida

Fábula do dia 03 de março de dois mil e oito, publica no dia no meu fotolog [www.fotolog.com/baaaka].



”Era uma vez, um garoto entediado e completamente farto de sua rotina e de seus dias no seu pequeno mundo. O garoto, encontrara a alguns anos atrás na mesma situação e algo chamado por muitos como 'fonte da vida' foi sua salvação. Dessa fonte ele bebeu algumas vezes. Por fim, o garoto e a fonte voltaram a se encontrar graças a alguns 'sábios parceiros' que guiaram e fizeram com que o pobre garoto se libertasse de toda aquela vida sem sentido. O garoto está muito bem... No entanto, esta com uma ressaca desgraçada agora -.-“